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Domingo, 8 de Outubro de 2006
Curta-Metragem

Oh, como passam como sentimentos as coisas,

E como coisas sentimentos!

Porque se digo hoje que te amo sem rodeios,

Amanha com outros pensamentos,

Não tenho senão solidão e ódio por anseios!

 

Tudo nasce cresce e morre como tudo...

E feliz se chegar mesmo a crescer!

E se tudo for o que é no tempo certo,

Belo, feliz, triste e incerto,

Mas conformado ao menos p'ra morrer!

 

E se me olhares verás que o que sou,

É assim, agora e nunca mais!

E o que sou sou e já não sou,

Nessas complexas e voláteis espirais,

Soltas no tempo, a desafiar quem as criou!

 

Então se tudo é real sonho por instante,

O momento é, e é para ser assim que seja!

Esquece, esquece, que há mais que o importante

Do momento único curto e vibrante,

Em que tudo é infinito para quem assim deseja!

publicado por Pedro Leitão às 18:56
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