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Domingo, 17 de Dezembro de 2006
Há algo de belo

Há algo de belo em alguém que morre novo,

E nada da beleza está na morte.

Pelos cantos putrefactos do que vejo

Vejo mais, que a vida que se acaba, antes do tempo,

(há lá tempo para qualquer vida se acabar?)

Tem algo de belo nela, nesse suspiro, nesse findar.

Um romantismo estéril e moribundo,

Do que acabou antes de vir a ser,

E a ignorância do que seria,

Evitando a decadência do lento deixar de ser.

E é triste, e é belo, e emociona-me

O arder e o apagar independente

Da vontade ou desejo do portador,

Apenas por significar o que significa:

Menos o fim de uma esperança infinita num tempo finito,

Menos uma cortina a separar o tudo do nada, e do menos que isso,

Menos uma alma incompleta á espera de o descobrir

(completa por isso)

Menos um resfriar lento e comedido, para não parecer mal,

Mais um suícidio em nome da eternidade.

 

O medo. O medo. O medo.

Perde-o.

Agora ou depois, ardendo ou apagando,

Criança com tudo ou acabado com nada,

Perde-o.

Só te resta a morte.

publicado por Pedro Leitão às 19:56
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