.posts recentes

. Perda

. Impedimento da ambição

. Carta de Mary Quant à gen...

. Restelo

. Impacto

. Ser um Ser

. Cidade em pó

. Gente Descontente

. Maratona da Vida

. Peças da Vida

. Falta

. Ciclo Estagnado

. Ser

. Sera(o) que voltas?

. Sem Palavras

. Multiplicação em Fracção

. Público

. Amor Funesto

. Momento

. (In)Correspondencia do am...

. Reflexão Última

. Pretérito Presente

. Há algo de belo

. If I...

. Erro

. Obsession

. Reflexão última

. O avesso do meu coração

. A tristeza d'um sorriso

. Romance Pt2

. Romance

. Raining

. Dreamer

. Fall

. Não ajudes...empurra

. O poeta não é mais que um...

. Curta-Metragem

. Flaming Rose

. Meu calcanhar de Aquiles....

. A quem escreve poesia.

. Só sei que nada sei

. Felicidade

. Intenção é a minha tentaç...

. O tempo para o suamento d...

. Soneto da Saudade

. Umas são em português...o...

. Uma para nos classificar ...

. :)

. Adivinha esta para vermos...

. Querem que vos declamemos...

.arquivos

. Novembro 2015

. Setembro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Dezembro 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2011

. Fevereiro 2010

. Abril 2008

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

Domingo, 29 de Abril de 2007
Público

Oham para mim no meu devaneio

Devoram-me com o olhar,

E estou sozinho.

 

Crio-os, crio-os a todos,

Quero-os no meu âmago,

Desejo-os que me vejam,

Que me sintam,

Que me espiem,

Que me compreendam.

 

As imagens minhas e deles fluem,

E não lhes vejo as caras,

Somente a minha.

Somente vêem a minha,

Somente existe a minha,

A minha.

Sonho-os meros espectadores do meu sucesso inexistente,

E eles cumprem o seu papel,

Admirando-se e aplaudindo o espéctaculo de circo a que assistem:

A minha vida.

 

E sou, aí sim sou, como nunca sou,

Fascinante, belo, triunfante e melhor, melhor que tudo,

Sempre melhor que tudo e todos,

E recolhendo todos os brancos crisântemos do meu sucesso fingido,

Sem deixar sequer cair uma pétala.

 

Sentados na plateia da minha consciência,

Imaginações de mim para mim,

São-me tudo o que não posso querer de mais ninguém.

E então, o pano abre-se perante mim e os meus espectadores de ensaio da vida,

E o público real e físico olha-me espectante -

Com aquela natureza fria de tudo quanto é físico no olhar -

E eu tropeço, caio, e faço de mim o que nunca em sonhos e ensaios.

 

A cortina fecha,

E eu fecho.

Dentro de mim nada muda,

Apenas posso jurar que talvez,

(Talvez)

Me pareceu ver que agora,

Depois de toda a tropêga actuação,

A minha assistência muda

Aplaude com ainda um pouco mais (se é possível) de admiração.

publicado por Pedro Leitão às 18:32
link do post | comentar | favorito
.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Novembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
29
30
.tags

. todas as tags

.links
.participar

. participe neste blog

blogs SAPO
.subscrever feeds