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Terça-feira, 1 de Maio de 2007
Sem Palavras

Olha-me nos olhos,

E não mais palavras que isso.

Para quê mais imperfeições

Que a perfeição que diz tudo?

Palavras.

Não gastes o que não tens,

Não uses o que não possuis,

Não te arrependas do que não dizes,

Não te limites a ver: olha somente.

 

Por uma vez, por um momento,

Olha com olhos de quem não vê,

Olha com olhos de quem sente.

Olha com o olhar cego e perdido

De quem olha por não saber que olha, de quem olha por não saber olhar.

E olha, e não tenhas pressa.

De aprender,

De te prender,

Não tenhas pressa.

 

Porque tudo acaba um dia, sabes,

E a eternidade está cada vez mais curta,

E o para sempre teima em não ficar,

E o para sempre sempre acaba,

E o nunca esvai-se cada vez mais rápido...

Deixa-te ir pelo olhar cego e pela mão invisível,

Que te guia nele,

Sem te prender, porque o amor é prisão com a porta aberta.

Nada te prende nele. Sem ele, nada te liberta.

 

Aprende agora a ver, como se abrisses os olhos

Pela primeira vez nos meus.

Aprende a ver o que é agora, e a não desejar mais que isso,

Nem mais tempo que o que temos, ainda que não saibas quanto é,

Pois se o rio não sabe onde corre, nem chora quando seca.

Faz do olhar prolongamento da alma,

(Tão urgentemente como da morte prolongamento da vida)

E das palavras artefactos obsoletos da futilidade do mundo,

E do tempo ferrugem que corrompe a perfeição,

E não digas nada que o silêncio diga melhor.

 

Apenas o teu olhar, sem palavras, apenas isso.

Fora de perseguições inúteis de desejos e ideais,

Perfeições e imortalidades,

Existências inexistentes e improváveis .

Amor? Não mais que vês.

Não o que observas, não o que reflectes, não o que passas pelo filtro da razão,

(Qual pura impureza da emoção).

Amor.

Nada senão o halo etéreo a tender para o inexistente, condensado no espaço vítreo e efémero do teu, amor, olhar.

publicado por Pedro Leitão às 13:54
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3 comentários:
De ... a 3 de Maio de 2007 às 22:26
Gosto muito deste post...ta 5*
bjs**
De Flá a 4 de Maio de 2007 às 20:17
Amor, escreveste esse poema quando em Janeiro te foste recensear , escreveste-o na Câmara Municipal, disseste que estar à espera é deprimente e de certa forma inspirador e disseste também que o escreveste para mim =D
Amo-te miúdo
*bjinhu*
De Fabíola a 25 de Novembro de 2008 às 15:00
O amor...tão difícil de explicar, mais difícil de entender mas, assim como tu escreves e o descreves é fácil traduzir-lhe inspiração.

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