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Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Falta

Fazes-me, só tu, assim,

Falta.

A falta das palavras, dos olhares,

De cada dia.

A falta de seres eu em seres tu,

Em sintonia.

A falta de estares, de ficares,

Aqui.

A falta de tudo me faltar

Sem ti.

A falta de te saber, de te ver,

Da tua ideia.

A falta de te saber continuamente

Alheia.

 

A falta da poesia, das palavras,

Das frases.

 

A falta da falta que me fazes.

publicado por Pedro Leitão às 23:54
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Ser

Ser tudo ou não ser mais que nada:

As únicas hipóteses de ser.

Absorto, vagueio na estrada

Que me encontra p'ra me perder.

 

Sem mim, a vida sonhada

Nem sonho é p'ra se ver

E não escapo á ideia errada

De que existir é viver.

 

Ser tudo ou não ser mais que nada:

Qual a hipótese de ser exequível?

Esquecer a resposta encontrada?

Se ao menos fosse possível...

publicado por Pedro Leitão às 18:51
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007
Sem Palavras

Olha-me nos olhos,

E não mais palavras que isso.

Para quê mais imperfeições

Que a perfeição que diz tudo?

Palavras.

Não gastes o que não tens,

Não uses o que não possuis,

Não te arrependas do que não dizes,

Não te limites a ver: olha somente.

 

Por uma vez, por um momento,

Olha com olhos de quem não vê,

Olha com olhos de quem sente.

Olha com o olhar cego e perdido

De quem olha por não saber que olha, de quem olha por não saber olhar.

E olha, e não tenhas pressa.

De aprender,

De te prender,

Não tenhas pressa.

 

Porque tudo acaba um dia, sabes,

E a eternidade está cada vez mais curta,

E o para sempre teima em não ficar,

E o para sempre sempre acaba,

E o nunca esvai-se cada vez mais rápido...

Deixa-te ir pelo olhar cego e pela mão invisível,

Que te guia nele,

Sem te prender, porque o amor é prisão com a porta aberta.

Nada te prende nele. Sem ele, nada te liberta.

 

Aprende agora a ver, como se abrisses os olhos

Pela primeira vez nos meus.

Aprende a ver o que é agora, e a não desejar mais que isso,

Nem mais tempo que o que temos, ainda que não saibas quanto é,

Pois se o rio não sabe onde corre, nem chora quando seca.

Faz do olhar prolongamento da alma,

(Tão urgentemente como da morte prolongamento da vida)

E das palavras artefactos obsoletos da futilidade do mundo,

E do tempo ferrugem que corrompe a perfeição,

E não digas nada que o silêncio diga melhor.

 

Apenas o teu olhar, sem palavras, apenas isso.

Fora de perseguições inúteis de desejos e ideais,

Perfeições e imortalidades,

Existências inexistentes e improváveis .

Amor? Não mais que vês.

Não o que observas, não o que reflectes, não o que passas pelo filtro da razão,

(Qual pura impureza da emoção).

Amor.

Nada senão o halo etéreo a tender para o inexistente, condensado no espaço vítreo e efémero do teu, amor, olhar.

publicado por Pedro Leitão às 13:54
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Domingo, 29 de Abril de 2007
Público

Oham para mim no meu devaneio

Devoram-me com o olhar,

E estou sozinho.

 

Crio-os, crio-os a todos,

Quero-os no meu âmago,

Desejo-os que me vejam,

Que me sintam,

Que me espiem,

Que me compreendam.

 

As imagens minhas e deles fluem,

E não lhes vejo as caras,

Somente a minha.

Somente vêem a minha,

Somente existe a minha,

A minha.

Sonho-os meros espectadores do meu sucesso inexistente,

E eles cumprem o seu papel,

Admirando-se e aplaudindo o espéctaculo de circo a que assistem:

A minha vida.

 

E sou, aí sim sou, como nunca sou,

Fascinante, belo, triunfante e melhor, melhor que tudo,

Sempre melhor que tudo e todos,

E recolhendo todos os brancos crisântemos do meu sucesso fingido,

Sem deixar sequer cair uma pétala.

 

Sentados na plateia da minha consciência,

Imaginações de mim para mim,

São-me tudo o que não posso querer de mais ninguém.

E então, o pano abre-se perante mim e os meus espectadores de ensaio da vida,

E o público real e físico olha-me espectante -

Com aquela natureza fria de tudo quanto é físico no olhar -

E eu tropeço, caio, e faço de mim o que nunca em sonhos e ensaios.

 

A cortina fecha,

E eu fecho.

Dentro de mim nada muda,

Apenas posso jurar que talvez,

(Talvez)

Me pareceu ver que agora,

Depois de toda a tropêga actuação,

A minha assistência muda

Aplaude com ainda um pouco mais (se é possível) de admiração.

publicado por Pedro Leitão às 18:32
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