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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
Ser um Ser

Aquilo que sois
Vem da vida que levais.
Semente que no chão pões
Só dará frutos do que plantais.


Sai de casa, ide à luta!
O bom soldo só provém da labuta!


“Sois homem ou um rato”
Rato não o sou, de facto…
A menos que por assim tomem.


E homem?

publicado por Amor(com)Bateador às 12:32
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Sábado, 3 de Março de 2012
Cidade em pó

Hoje vislumbrei um quadro
De uma cidade a cores
E pareceu-me a preto e branco.
Cidadão que de um adro
Outrora lutava por valores,
Vê-se agora manco

Quadro nada mais que pó,
De céu cinzento.
Garganta que deu nó,
Do homem que perdeu o seu alento.

Ah...Olhar cintilante
Que do brio dessa cidade
Te perdes-te.
Da cidade deslumbrante,
Que aos olhos, tu ardes-te.

Olhar que secou...

Amar que amargurou...

Orgulho que definhou...

Virá agora alguém reconstruir-te.
Perdurarás por mais anos.
Já os olhos que tu seguis-te,
Não deixarão de ter danos...

publicado por Amor(com)Bateador às 15:48
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Sábado, 22 de Setembro de 2007
Ciclo Estagnado

Singela e latina,
É a luz coimbrâ.
Ao dobrar de cada esquina,
Entres hoje e amanhã.
Que os que ouviram fascina,
Talvez por ser tao sã.

 

Luz,
Que seduz
Cada ninfa que flutua
Em águas mil do Mondego
Cada, maravilhada, passa
E canta até à foz o que sentiu.
Em cada terra escaça,
Em cada beco, largo ou rua
A luz que em ti viu.

 

Ah, mas "mudam-se os tempos,
Mudam-se as vontades".
E com os ventos,
Chegam as verdades.

 

Ah, mas porquê?
Porquê em outras terras
Que até o destino em foz marcou,
E nenhuma ninfa assim se pronunciou
A tua, Mondego,
Estagnou?

 

Luz...
Que reduz.
Sei que ainda brilhas
Como na tua mocidade.
(Talvez as ninfas já não flutuem...
Talvez o Mondego já não corra...
Talvez os leitos mudem...
E assim, Coimbra morra.)
Certo, o é, que quem ninfas ouviu
Já não se intresse pela tua qualidade
Coimbra, basófias da sociedade
Fica nua...Se despiu...
Já nem tu, luz da Via Latina
Salva Coimbra desta sina.

 

 

Luz...

 

Que reduz...

Pela cabra matutina
Outra aí vem, te ilumina...

publicado por Amor(com)Bateador às 20:42
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