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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014
Impedimento da ambição

Corpo que se contém
A uma mente que pede mais
Dor que com o tempo vem
E clemente, a mente sente
A restrição pelo mais comum dos mortais


Mas que sois vós
Senão mais que uma imposição
De corpos com predisposição
Seguindo-te, meu miolo de noz.


E a quando a carcaça finda
Transcendes sem mágoa, sem relutância
Toldando os vagos sonhos ainda
De uma nova criança


publicado por Amor(com)Bateador às 00:15
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
Ser um Ser

Aquilo que sois
Vem da vida que levais.
Semente que no chão pões
Só dará frutos do que plantais.


Sai de casa, ide à luta!
O bom soldo só provém da labuta!


“Sois homem ou um rato”
Rato não o sou, de facto…
A menos que por assim tomem.


E homem?

publicado por Amor(com)Bateador às 12:32
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Sábado, 3 de Março de 2012
Cidade em pó

Hoje vislumbrei um quadro
De uma cidade a cores
E pareceu-me a preto e branco.
Cidadão que de um adro
Outrora lutava por valores,
Vê-se agora manco

Quadro nada mais que pó,
De céu cinzento.
Garganta que deu nó,
Do homem que perdeu o seu alento.

Ah...Olhar cintilante
Que do brio dessa cidade
Te perdes-te.
Da cidade deslumbrante,
Que aos olhos, tu ardes-te.

Olhar que secou...

Amar que amargurou...

Orgulho que definhou...

Virá agora alguém reconstruir-te.
Perdurarás por mais anos.
Já os olhos que tu seguis-te,
Não deixarão de ter danos...

publicado por Amor(com)Bateador às 15:48
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
Gente Descontente

Irmão,
Erradia a tua confusão.
Salva uma nação.
Está na tua mão,
O poder da solução.

Acabar com a corrupção...

Político é ser raposa.
Dar cunha até à esposa
Do primo que nem sabia da existência.
(Coitado já é demência)
E tu acarretas a paciência
De nem as migalhas comer
Do pão que ajudas-te a cozer.

Político é ser matreiro.
Mata-te a sede com o saleiro
Fazendo campanha
Sabendo toda a manha
Com palavras te entranha
E com esta façanha
Te iludia
Te fantasia
Te ludibria
Ganha fama
Joga-te na lama
E tu achas tudo perfeito
Sendo ele o "Prefeito"
Por ti assim eleito
E no final estamos num estado de direito.

E na Assembleia,
Essa casa mais que cheia
Discutem o passado
Por todos detestado
Sempre contestado
Culpa? Sempre do bolso atestado
Do sempre anterior estado.

Ai povo maltratado...
Que mesmo espezinhado,
Não lutas.
Pergunto-me, de que desfrutas?

Irmão, acorda para a vida!
Cura esta tua ferida,
Mata esta sida.
Não esperes que o façam por ti.

Irmão, acorda para a vida!
Não faças desta uma causa perdida
Arranja uma saída!
E vive, aquilo que nunca vivi.

publicado por Amor(com)Bateador às 16:34
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Falta

Fazes-me, só tu, assim,

Falta.

A falta das palavras, dos olhares,

De cada dia.

A falta de seres eu em seres tu,

Em sintonia.

A falta de estares, de ficares,

Aqui.

A falta de tudo me faltar

Sem ti.

A falta de te saber, de te ver,

Da tua ideia.

A falta de te saber continuamente

Alheia.

 

A falta da poesia, das palavras,

Das frases.

 

A falta da falta que me fazes.

publicado por Pedro Leitão às 23:54
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Ser

Ser tudo ou não ser mais que nada:

As únicas hipóteses de ser.

Absorto, vagueio na estrada

Que me encontra p'ra me perder.

 

Sem mim, a vida sonhada

Nem sonho é p'ra se ver

E não escapo á ideia errada

De que existir é viver.

 

Ser tudo ou não ser mais que nada:

Qual a hipótese de ser exequível?

Esquecer a resposta encontrada?

Se ao menos fosse possível...

publicado por Pedro Leitão às 18:51
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007
Sem Palavras

Olha-me nos olhos,

E não mais palavras que isso.

Para quê mais imperfeições

Que a perfeição que diz tudo?

Palavras.

Não gastes o que não tens,

Não uses o que não possuis,

Não te arrependas do que não dizes,

Não te limites a ver: olha somente.

 

Por uma vez, por um momento,

Olha com olhos de quem não vê,

Olha com olhos de quem sente.

Olha com o olhar cego e perdido

De quem olha por não saber que olha, de quem olha por não saber olhar.

E olha, e não tenhas pressa.

De aprender,

De te prender,

Não tenhas pressa.

 

Porque tudo acaba um dia, sabes,

E a eternidade está cada vez mais curta,

E o para sempre teima em não ficar,

E o para sempre sempre acaba,

E o nunca esvai-se cada vez mais rápido...

Deixa-te ir pelo olhar cego e pela mão invisível,

Que te guia nele,

Sem te prender, porque o amor é prisão com a porta aberta.

Nada te prende nele. Sem ele, nada te liberta.

 

Aprende agora a ver, como se abrisses os olhos

Pela primeira vez nos meus.

Aprende a ver o que é agora, e a não desejar mais que isso,

Nem mais tempo que o que temos, ainda que não saibas quanto é,

Pois se o rio não sabe onde corre, nem chora quando seca.

Faz do olhar prolongamento da alma,

(Tão urgentemente como da morte prolongamento da vida)

E das palavras artefactos obsoletos da futilidade do mundo,

E do tempo ferrugem que corrompe a perfeição,

E não digas nada que o silêncio diga melhor.

 

Apenas o teu olhar, sem palavras, apenas isso.

Fora de perseguições inúteis de desejos e ideais,

Perfeições e imortalidades,

Existências inexistentes e improváveis .

Amor? Não mais que vês.

Não o que observas, não o que reflectes, não o que passas pelo filtro da razão,

(Qual pura impureza da emoção).

Amor.

Nada senão o halo etéreo a tender para o inexistente, condensado no espaço vítreo e efémero do teu, amor, olhar.

publicado por Pedro Leitão às 13:54
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Domingo, 29 de Abril de 2007
Público

Oham para mim no meu devaneio

Devoram-me com o olhar,

E estou sozinho.

 

Crio-os, crio-os a todos,

Quero-os no meu âmago,

Desejo-os que me vejam,

Que me sintam,

Que me espiem,

Que me compreendam.

 

As imagens minhas e deles fluem,

E não lhes vejo as caras,

Somente a minha.

Somente vêem a minha,

Somente existe a minha,

A minha.

Sonho-os meros espectadores do meu sucesso inexistente,

E eles cumprem o seu papel,

Admirando-se e aplaudindo o espéctaculo de circo a que assistem:

A minha vida.

 

E sou, aí sim sou, como nunca sou,

Fascinante, belo, triunfante e melhor, melhor que tudo,

Sempre melhor que tudo e todos,

E recolhendo todos os brancos crisântemos do meu sucesso fingido,

Sem deixar sequer cair uma pétala.

 

Sentados na plateia da minha consciência,

Imaginações de mim para mim,

São-me tudo o que não posso querer de mais ninguém.

E então, o pano abre-se perante mim e os meus espectadores de ensaio da vida,

E o público real e físico olha-me espectante -

Com aquela natureza fria de tudo quanto é físico no olhar -

E eu tropeço, caio, e faço de mim o que nunca em sonhos e ensaios.

 

A cortina fecha,

E eu fecho.

Dentro de mim nada muda,

Apenas posso jurar que talvez,

(Talvez)

Me pareceu ver que agora,

Depois de toda a tropêga actuação,

A minha assistência muda

Aplaude com ainda um pouco mais (se é possível) de admiração.

publicado por Pedro Leitão às 18:32
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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
Momento

Na rua em que passo há história

E passo alheio a ela.

 

As dimensões presentes que não me tocam

São-me estranhas, ainda que as conheça,

E que conheça a quem estranhas não sejam.

 

Não há, para mim, que o concreto.

Os raios de sol balouçam calmamente no piso pedregoso que olho de soslaio.

 

E, quase que sem saber, o peso de todas as realidades do mundo

E de todas as irrealidades que não são dele, ainda que lhe pertençam

Cai sobre mim e soterra-me da sensação indefinida de não sentir coisa alguma pelo que passou,

Senão pelo que passa,

Incerto do que passará.

 

Sobre tudo o que conheço, nada conheço senão o que conheço,

Ainda que neste momento vislumbre o que sei não conhecer.

Neste momento único, parado, em que a luz se desfaz nos seus reflexos temporais

E me mostra no limite da minha existência, os limites de existências para além da minha.

A visão periférica que me embala, e da qual não distingo contornos e cores, por ser periférica,

Sabendo que não a posso olhar directamente, por não poder virar o pescoço e os olhos para fora do meu ser e presente.

 

O asfalto está quente.

Reluz, paciente, sobre o sol frio que me aquece e não diz nada

Mas faz-me pensar.

Pensar, pensar, pensar!

Sem chegar a lado algum.

A que lado é que posso chegar, se não chego a sair de mim?

 

Penso momentaneamente, e momentaneamente tento agarrar os pedaços de consciência para além de mim,

Que fogem entre os meus dedos como memórias escorregadias,

E fico a pensar sem nada, porque tudo e momentaneo.

Penso sem pensar em que, penso sem pensar que penso.

 

A história da rua já não me diz nada

(Alguma vez o disse,

ou as pessoas que nela entravam,

alguma vez me falaram?

Não, talvez não.

Talvez não senão criação,

Da mente, eterna ilusão).

E olho sem ver as pedras espalhadas ao acaso, prova arbitraria do mundo.

 

Mundo momentaneo.

Vejo-te momentaneamente, penso-te momentaneamente, vivo momentaneamente para morrer a cada momento.

Quem passou, passou, nada há a pensar, ainda que pense, nem no que se passa nem no que se vai passar.

Quem passou teve o seu momento, e os que virão serão de quem os tiver.

 

E Amo momentaneamente.

Pela relação momentanea das coisas efemeras,

Pela efemeridade da momentaneadade das coisas e das relações...

Puro sistema complexo,

Máquina de movimento perpétuo,

Condensador de partículas do momento,

Máquina do tempo que nos transportas infinitamente sem sair do sítio

 

Megapixeis da minha consciência...

 

Acordo como que de repente, sabendo que nunca tinha dormido.

A estrada é a estrada.

O asfalto é o asfalto.

As pessoas não estão lá, e sei empiricamente que já estiveram, e que voltarão certamente a estar.

Terão as suas histórias, eu terei as minhas. Para que cruzar memórias?

Olho em frente, e sigo a andar. Há mais que fazer que pensar em nada.

 

Tudo veio e passou,

Como todas as ideias,

Como todas as vidas,

Como todas as histórias e como todos os universos,

Como tudo o que vem e passa.

 

Num momento.

publicado por Pedro Leitão às 21:09
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(In)Correspondencia do amor

Diga-me, quem ama,
O que não gosta de ser amado.
Só dirá quem tem a chama...
Digo-vos eu que não a tem apagado...

Que me minta
Quem não tem gostado...
Emoliente me sinta
Por estar apaixonado...

Por tudo isso se chama,
O Problema do Amor...

Mal-amado.

Só acredito, só concordo,
Que três seres amem
Sem nada esperar...
Deus nosso criador,
Seu filho, o salvador,
E Uma virgem se foi entregar
E que por mais Maria lhe chamem
Cego de amor, seu nome, já não recordo.

Mulher, que Deus sabe como amo,
Que também se intitula Maria,
Ao seu amor, e a Ele, aclamo,
P'ra que em seus braços acorde um dia.

Mulher emetrope , de feições apenas perfeitas...
Molde único, fez o Criador questão de guardar...
Fenix entre todas as eleitas,
Tuas mãos de fada quero um dia beijar.

Por mais água que beba,
Sentirei sempre sede de te amar...
Por mais vezes que eu seda,
O amor dar-me-á forças para continuar...

Quero contar que te amo,
Antes que o meu coração morra,
De tanto te amar...
Quero contar que te amo,
Antes que o meu coração exploda,
E te vá contar...

Por isso, a vós que amais alerto,
A vós que permanecereis com a chamas acesas,
Vós que p´lo mesmo sentimento tenho por perto,
Empaleçam perante a ironia da minha sorte...

Vivendo num mundo cheio de incertesas,
A única que não tenho é a própria morte.

publicado por Amor(com)Bateador às 17:59
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